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Artigo por Gabriel Segalis, Revista Alshop, 19/10/2009
Nas ultimas três décadas, o processo de globalização acelerou significativamente o intercâmbio de bens e serviços entre países. Dentro desse contexto, a internacionalização das empresas brasileiras tornou-se imperativa e, sobretudo, fator de sobrevivência, especialmente para alguns segmentos econômicos e mesmo com os recentes acontecimentos que sacudiram o cenário econômico mundial, esse processo sofreu uma desaceleração, mas não desapareceu.
Competir globalmente, entretanto, demanda preparo e conhecimento. O conceito de internacionalização abrange atividades como exportação, importação, acordos contratuais e investimentos diretos no exterior. Seja qual for a decisão da empresa ao optar pelo caminho da globalização, é necessário sempre avaliar, compreender e planejar estrategicamente o desenvolvimento do processo.
Na indústria da moda são inúmeros os exemplos de empresas brasileiras, pequenas, médias e grandes, de capital nacional ou estrangeiro que, a partir do Brasil, obtiveram sucesso nos mercados internacionais. Criaram, inclusive, um segmento especifico lá fora - a moda brasileira, sempre baseadas em um planejamento estratégico consistente e realista de curto, médio e longo prazo.
Para entender o objeto dessa análise, é importante definir quais os diferentes aspectos do termo moda. Hoje em dia, moda não é simplesmente a roupa que se veste. Em termos de internacionalização a moda pode ser definida como a maneira de se apresentar um país, considerando, entre outras variáveis, roupas, jóias, calçados, perfumes, produtos de beleza, acessórios, entre outros.
É também fundamental entender que o empresário brasileiro, ao iniciar o processo de internacionalização da sua empresa, contribui significativamente para o desenvolvimento do setor, da indústria nacional e, finalmente, da economia do país. E no caso específico da moda brasileira, pulverizada internacionalmente, contribui para a percepção de uma imagem diferenciada do Brasil.
Ao pensar no processo de internacionalização, e nesse caso, considera-se a fase inicial do processo, a exportação, o empresário da indústria da moda deverá fazer uma análise criteriosa para minimizar erros, não incorrer em custos desnecessários e maximizar seu investimento. Entre outros aspectos, recomenda-se avaliar:
• Grau de comprometimento da empresa e seus dirigentes
• Capacidade de produção
• Sazonalidade de seu produto
• Adaptabilidade de seu produto
• Confiabilidade de seus fornecedores
• Atratividade dos mercados-alvo, canais de distribuição e potenciais consumidores
De modo geral, o empresário brasileiro, sem experiência em exportação, acredita que o planejamento estratégico é um processo sofisticado, demorado e de custo elevado. Na realidade, uma parte importante das informações necessárias para responder adequadamente os desafios do processo de exportação está disponível na internet e a um custo relativamente baixo.
É provável que a fixação de preços seja também uma grande preocupação. Afinal, a principal variável para determinar preços internacionais, taxa de câmbio, flutua permanentemente. Paralelamente, preços exagerados podem impedir a conquista de mercados importantes e preços baixos podem causar prejuízos difíceis de recuperar no curto e médio prazo.
Uma dica nesse caso é considerar uma taxa de câmbio inferior à vigente no momento da elaboração da lista de preços. E, evidentemente, que prazo e forma de pagamento ajudam a reduzir a incerteza relacionada a uma eventual inadimplência do comprador internacional. Outra dica importante é dar atenção à busca de um hedge.
Seja como for, deve-se ter em mente que a precificação é um dos itens do planejamento capaz de determinar o sucesso de um projeto de internacionalização. Some-se a isso uma análise de mercado apropriada e claro entendimento das expectativas do parceiro de negócios, e pronto, tem-se uma grande chance de obtenção de excelentes resultados.
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Adriano Maluf Amui - São Paulo/SP Em Breve
26/06/2012 - São Paulo/SP
Adriano Maluf Amui - 03/07/2012 a 06/07/2012 - São Paulo/SP
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