Vendas por Impulso versus Fidelização.
Aprenda a sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo conquistando e mantendo seu espaço mercadológico.
Artigo por Adriano Amui, Revista Alshop, 01/02/2008
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O mês de janeiro, conhecido pela sobrecarga de impostos, queda nas
vendas e momento econômico pouco atrativo, parece estar se reinventando
graças a esforços do comércio e da indústria. Já em março do ano
passado a agência Reuters anunciava que, de acordo com dados divulgados
pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o comércio
varejista brasileiro havia registrado um aumento de 1,8 por cento em
suas vendas em janeiro, em comparação a dezembro do ano anterior. Os
jornais de janeiro de 2008 apontam que as liquidações promovidas pelo
varejo, principalmente por redes especializadas em móveis e
eletrodomésticos, têm registrado vendas que classificam este período
como o terceiro melhor mês para algumas dessas redes.
O
grande investimento da indústria e do comércio parece ser, no mínimo,
uma operação audaciosa, em especial se lembrarmos que muitos dos
consumidores começam o ano endividados e com a renda comprometida com o
pagamento de impostos, tais como IPVA e IPTU. Mas, sabendo dessas
dificuldades, o comércio oferece grandes descontos e muitas facilidades
de pagamento, pois quebrar o paradigma do mês de janeiro é sua grande
intenção. E o consumidor, prevendo esse movimento, tem planejado a
transferência de suas compras de dezembro para janeiro, buscando
economia significativa em seus investimentos.
Estamos
vivendo um período econômico de muito entusiasmo. Também não é para
menos, pois a extinção da CPMF e a correção de 4,5% na tabela do
Imposto de Renda da Pessoa Física prometem colocar em circulação esse
ano R$ 41,37 bilhões. Porém, tal euforia não pode gerar enganos. Será
que apenas descontos e vendas a prazo são suficientes? Será que esta é
a melhor estratégia para manter clientes?
Sabemos do esforço
empreendido pelos lojistas brasileiros e suas equipes rumo à construção
de um modelo de satisfação do cliente, porém em algumas lojas ainda
encontramos situações de “venda por impulso”, quando o vendedor não
está preparado para vender de forma consultiva, ou seja, que detecte as
reais necessidades dos clientes. Para isso, aprenda a melhorar o nível
de serviço interpretando a real necessidade do consumidor e oferecendo
o que ele precisa. Para entender a real necessidade de seu cliente, é
questão chave perguntar e ouvir a necessidade, e para isto nada melhor
do que se utilizar da técnica das perguntas abertas (faça perguntas que
permitam ao interlocutor falar, contar sua necessidade, explanar etc).
Saiba mais sobre ele e porque precisa daquele determinado produto.
Conduza o processo de compra e indique o que melhor se encaixa no
perfil daquele consumidor.
Os profissionais de vendas devem
estar atentos às grandes oportunidades não só no mês de janeiro, que
faz uso do desconto como gerador de tráfego, mas em todos os meses do
ano, aproveitando o aquecimento da economia e o conseqüente otimismo
econômico no país para quebrar paradigmas na forma de atendimento.
Teste
sua habilidade como vendedor a cada dia, seja dinâmico e participativo
e carregue uma dose extra de auto-estima. Vá além da qualidade e mude
seu comportamento quando necessário, melhorando sempre sua abordagem,
afinal discursos decorados não funcionam.
Aprenda a
sobreviver em um mercado cada vez mais competitivo conquistando e
mantendo seu espaço mercadológico. Só assim é possível fidelizar
clientes e aumentar a participação. Afinal, compras por impulso sim,
vendas por impulso não.
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