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26/01/2011
Qual a importância da integridade do pedido para minimização de casos
de ruptura no varejo?
A integridade do pedido é de suma importância
na relação entre alguns membros da cadeia comercial. Ressalto:
Varejo – com o
objetivo de operar com estoques otimizados, o cumprimento da integridade dos
pedidos é um fator crítico de sucesso para o atendimento das necessidades do PDV
e conseqüentemente a minimização dos casos de ruptura. Também não podemos deixar
de lembrar que a falta de um item pode levar o shopper a mudar de
loja.
Shopper – A satisfação do shopper (responsável pela compra) é de suma
importância. No chamado Momento da Verdade, ou seja, o momento em que a escolha
é feita pelo Shopper no ponto de venda, qualquer ruptura pode levar à troca de
marca, consequentemente experimentação e colocará em risco toda estratégia
desenhada. De acordo com estudos da Nielsen, na média, 53% dos shoppers trocam
de marca e 37% mudam de loja quando não encontram suas marcas preferidas. Dados
da Nielsen apontam ainda que nos supermercados da Grande São Paulo e Grande Rio
ocorre uma ruptura média de 8%.
Consumidor – sendo ele o shopper ou não, a
ruptura trás riscos importantres para a marca com ruptura.
Qual a
melhor forma de escolher um bom fornecedor? O que deve ser avaliado pelo
varejista?
O primeiro passo é o varejista ter um bom planejamento da
demanda, ou seja, quantificar o que comprará ao longo do ano (volumes e mix),
planejar as ações promocionais com o fornecedor e o impacto nas compras. Este
primeiro passo é muito importante, e construí-lo com o fornecedor significa
aprender com o know-how deste em suas categorias, e ao mesmo tempo integrar as
ações promocionais entre o ponto de venda e a indústria. É muito importante
saber que preço e verba são elementos importantes, mas não são o item número 1
para o estabelecimento da parceria. Uma análise muito importante a ser feita é:
de que forma este parceiro (indústria ou canal que a represente) poderá nos
ajudar na concretização do sell-out ( expressão em inglês que significa
simplificadamente a venda ao consumidor, diferentemente de sell in que significa
a venda ao canal). Qual o nível de rentabilidade que os produtos deste parceiro
nos permitirão? Qual o papel das categorias desta indústria e que tipo de
benefício a combinação categoria X marca podem nos trazer? Não pode-se deixar de
periodicamente analisar a capacidade do fornecedor em honrar seus compromissos,
como por exemplo: produção, entrega, crédito, promoções, plano de marketing,
eventuais verbas e assim por diante.
Que outros problemas, além
da integridade do pedido, são os maiores responsáveis pelos casos de ruptura no
pequeno e médio varejo?
Fundamentalmente alguns fatores ajudam a
piorar os casos de ruptura :o baixo nível de conhecimento do giro dos produtos,
do nível de estoques real e virtual (quando este existir), processo inadequado
da reposição em gôndola e processo inadequado na distribuição entre o centro de
distribuição do cliente e as lojas (quando existir).Segundo a Nielsen, é
fundamental: conhecer o shopper, ou seja, seu público alvo; adequar a exposição
na área de vendas de acordo com uma estratégia pré-definida, garantindo que o
produto esteja na gôndola na quantidade certa, com a exposição adequada e que
este processo seja de simples execução por parte do repositor da gôndola. A
principal causa está na operação da loja ou CD.
Quais as
principais reações do consumidor diante das rupturas?
Há três
reações possíveis por parte do shopper:
1 – Procurar o produto de sua
preferência em outra loja;
2 – Adiar a compra
3 – Comprar um produto
substituto.
A reação pode variar de categoria para categoria. Quanto mais
“commoditizada” for uma categoria, maior a propensão para trocar de marca.
Segundo a Nielsen, na média, o consumidor troca de loja em 37% das vezes e 53%
deles trocam de marcas. Entretanto, em categorias de Higiene e Beleza, por
exemplo, a troca chega a 51%, bem acima da média de 37%.
Acreditamos que a
ruptura leva a um jogo de PERDE-PERDE-PERDE. Perde o shopper por desperdiçar
tempo, perde o varejista quando o shopper muda de loja e perde o fabricante
quando o shopper muda de marca.
Existem estimativas de qual a
taxa média de ruptura no varejo?
A ruptura média, na Grande São
Paulo e Grande Rio, de acordo com o último estudo Nielsen é de 8%
Fonte: DEC News
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Adriano Maluf Amui - São Paulo/SP Em Breve
26/06/2012 - São Paulo/SP
Adriano Maluf Amui - 03/07/2012 a 06/07/2012 - São Paulo/SP
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